Olá amigos! Continuando a "série" de posts falando sobre meus passeios e viagens, hoje eu vou contar um pouco sobre os lugares que já visitei em Madrid.
Como já tinha dito antes, durante as 2 primeiras semanas em Madrid me hospedei num albergue. Como ele ficava numa região bem central, pude visitar a pé alguns pontos turísticos famosos da cidade. Porém, não tenho fotos de quase nenhum deles, porque só comprei uma câmera fotográfica um mês depois, quando as aulas já tinham começado, e o tempo livre acabado. :/ Meu período de provas aqui vai de 1º a 13 de Junho, e depois disso, pretendo voltar a esses lugares para tirar boas fotos de recordação.
Os pontos turísticos de Madrid estão divididas em 2 grandes regiões, cada uma ocupada na época de uma dinastia real espanhola diferente. O albergue onde fiquei está na "Madrid de los Austrias" (dinastia autríaca Habsburgo). Nesta região, vale destacar a Puerta del Sol, da qual falei um pouco no post anterior, mas esqueci de alguns detalhes importantíssimos: nesta praça está a estátua de bronze do urso (símbolo da cidade de Madrid), e no seu entorno (em especial numa avenida chamada Gran Vía) estão os cafés mais tradicionais e as boates mais badaladas. Enfim, o que há de melhor na cidade para todos os gostos. Também nesta região está o Palácio Real, que mais recentemente (em Abril) visitei por dentro. Sua escadaria principal é magnífica, há MUITAS peças revestidas a ouro espalhadas por todos os cômodos, e o salão de banquetes comporta mais de 100 pessoas! Simplesmente soberbo!!!
Na "Madrid de los Borbon" (dinastia francesa Bourbon), estão os 3 grandes museus de Madrid: Thyssen-Bornemizsa, Reina Sofia, e Prado. É preciso pelo menos um dia inteiro para visitar cada um deles com calma, o que eu já fiz. Para quem gosta de pintura, eles contém respectivamente um autorretrato muito conhecida de Reembrandt, o quadro mais conhecido de Picasso (Guernica) e o de Velásquez (Las meninas). Além disso, nesta região se encontra o Parque del Buen Retiro, que no passado era uma espécie de jardim particular da família real, e que hoje é utilizado pelo público para o lazer de fim de semana. Ele lembra muito a Quinta da Boa Vista, semelhança que deve resultar das finalidades similares no passado e no presente.
Claro que eu visitei muitos outros lugares, mas ficar falando deles ia tornar este post ainda mais chato de se ler! :P Ao invés disso, prefiro dizer que me faltam assistir dois eventos que não vou me perdoar se voltar ao Brasil sem vê-los: uma tourada, e um show de flamenco. Mas ainda tenho pelo menos 1 mês em Madrid, então há tempo suficiente para resolver esse problema! :)
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Beto
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10h31
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Viagens: Cotos (13/03)
Olá, caros leitores! Mais uma vez, errei feio na previsão do intervalo entre posts, mas agora eu tenho um boa desculpa: eu estive fora de Madrid desde de o dia do último post. Aparentemente, o computador está mesmo me ajudando no ritmo de escrever, afinal, antes dele, escrevi 2 posts em 3 meses, e depois dele, escrevi 2 posts em 10 dias.
Minha última viagem, de 4 dias em Barcelona, junto com a notável ajuda do computador, me inspiraram a contar um pouco sobre minhas viagens aqui na Europa. Mantendo mais ou menos a ordem cronólogica, vou começar contando sobre Madrid e arredores, e depois passo para os lugares mais distantes.
Nos primeiros dias em Madrid, ficamos no tal albergue que já comentei em algum post anterior, que está numa região muito bem localizada da cidade. Para que vocês tenham uma idéia, caminhando desde o albergue, se chegava:
- Em 5 minutos à Puerta del Sol, uma praça com muito movimento de pedestres, que é o coração comercial da cidade, o km 0 de todas as rodovias que partem de Madrid, e o centro geográfico da Espanha (assim como Brasília, Madrid é uma capital que está bem no centro do país);
- Em 10 minutos à Plaza Mayor, o centro das atividades da cidade nas Idades Média e Moderna, onde os Reis Católicos participavam dos julgamentos da Inquisição, e os condenados eram queimados ou enforcados; e
- Em 15 minutos ao Palacio Real, que apesar de não ser mais a residência oficial dos Reis Juan Carlos I e Sofia, ainda sim é o ponto turístico mais visitado da Espanha. Ele é utilizado pela família real em cerimônias oficiais, como os casamentos, até porque a Catedral de Almudena fica ao lado desse Palacio.
Na época em que estávamos nessa localização tão privilegiada, andamos muito por esses lugares, mas sem entrar em edifícios, por exemplo, o Palacio. Por isso considero que minha primeira viagem, minha primeira experiência turística em Madrid (e na Europa), foi a viagem a Cotos, em 13/03. Fomos juntos nessa viagem eu e a Gisele, uma brasileira que está em Madrid através do mesmo programa de Intercâmbio que eu.
Cotos é um parque natural onde neva durante o inverno, e que fica a umas 2 horas de trem desde Madrid. Depois vou contar mais sobre o sistema de transporte daqui, mas agora basta dizer que é muito melhor do que qualquer coisa que já tenha visto no Brasil. Indo para Cotos, a viagem começa com 1 hora de trem urbano normal até Cercedilla, um povoadozinho pacato (aqui eles chamam de "pueblo") ao pé da montanha, onde normamente não há neve. Já nesse primeiro trecho, dá pàra perceber qual é o provável destino dos passageiros, já que entra no trem gente com roupas específicas para neve, alguns até com esquis.
De Cercedilla, pegamos outro trem, esse bem mais antigo e pitoresco, que leva 1 hora para subir até o parque de Cotos. Durante a subida desse segundo trem, começamos a ver os picos nevados, e aos poucos as áreas em volta dos trilhos vão se enchendo de neve.
Quando cheguamos lá em cima, vimos uma cena curiosa: havia a sucata de um carro que estava coberto de neve até o teto! De fato, só dava para ver o teto do carro, e isso serviu para mostrar que a neve alí podia chegar a profundidades superiores a 1 metro. Na primeira meia hora, estávamos meio perdidos, sem saber o que fazer, mas enfim encontramos uma placa que dizia qual era a finalidade de cada área do parque.
Subimos por uma trilha até uns mirantes, e alí tiramos muitas fotos. Esses lugares com neve são bastante cansativos de subir, porque a neve às vezes está fofa, e então o seu pé afunda. Inicialmente é complicado descer, pelo medo de escorregar, mas depois que você pega o jeito, se parece com patinação, só que sem os patins.
Depois de descermos de volta pela trilha, ainda faltavam umas 2 horas para o nosso trem partir, então decidimos alugar um trenó individual, pois a área do parque destinada aos trenós era a mais próxima da estação de trem. Nos divertimos bastante descendo um de cada vez no trenó, até dar a hora de partida do trem. Apesar de capotar várias vezes com o trenozinho e rolar pela neve, e da temperatura estar por volta de 0ºC, não senti frio em hora nenhuma, porque fui com uma roupa específica para neve.
Tenho muitas fotos desse passeio, e vou publicar agora mesmo as melhores no meu flog: http://roberto.vipflog.com.br Não deixem de ir lá para ver-las!
Por enquento é só (tudo isso), pessoal! Em breve continuarei contando minhas viagens!!!
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Beto
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13h50
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"Habemos Abacum!"
Olá, caros amigos! Infelizmente não consegui cumprir minha promessa de postar com mais frequência, e na verdade acabei demorando mais ainda para escrever alguna coisa aqui no blog. Agora sim, para corrigir isso, vou ter que dar um bela acelerada no meu ritmo de “produção”, ou senão vou contar para vocês muito pouco do que tem passado aqui. Por isso mesmo vou dar um salto no tempo, contar um pouco das coisas que têm acontecido mais recentemente, e conforme for sobrando um tempinho, vou contando as coisas que faltaram sobre a minha fase de “adaptação” aquí em Madrid.
Duvido que alguém tenha entendido o título deste post (hehehe)! Tudo bem, tudo bem, eu explico... Os católicos que me perdoem, mas aproveitando o assunto do momento, fiz uma paródia com a frase em latim que o cardeal responsável profere, na Praça de São Pedro, quando um novo Papa é eleito: "Habemos Papam!". Sua tradução seria "Temos Papa!", mas ainda falta esclarecer o que diabos eu quis dizer com "Abacum". Bem, o latim deixou de ser falado correntemente muito antes do que o computador eletrônico transistorizado (que hoje em dia temos em nossos lares) ser inventado. Porém, na época do latim como língua universal, já existia um instrumento de cálculo muito interessante, que podemos considerar como um computador primitivo: o ábaco.
Se mesmo com toda essa explicação, ainda tiver alguém com dúvidas na cabeça, vou explicar o que passou: neste último sábado, dia 24, comprei um notebook! Daí a piadinha com "Habemos Abacum!", que poderia ser traduzido como "Temos computador!". :) Eu estava em dúvida entre 2 modelos (Compaq Presario R3450EA ou Toshiba Satelite A60-122) e demorei o maior tempão para decidir, mas acabei comprando um Compaq. Ele é "turbinado" por um processador Athlon 64 3000+ da AMD, e também tem 512 MB de RAM, leitor/gravador de DVD, e uma tela widescreen à qual os filmes de DVD se adaptam melhor, sem perder tanto espaço com aquelas tarjas pretas. O único contra dele é que não vem de fábrica com antena de acesso WiFi (rede sem fio), mas dos males esse é o menor, pois por um lado, por enquanto não tenho nenhuma perspectiva de acessar esse tipo de rede, e pelo outro, aqui pode-se comprar antenas para esse tipo de rede por menos de 40€. Enfim, não precisa nem dizer que eu estou que nem criança com brinquedo novo! :D
É um grande prazer e emoção escrever este primeiro post nele, porque certamente ele contribuirá para que eu use o blog com mais frequência. Na verdade, aqui eu não tenho e nem vou ter acesso a Internet em casa, porque é financeiramente inviável. Todo o meu acesso a Internet é feito através da Universidade, mas o uso dos computadores de lá é cheia de restrições de horários e conteúdos. Tendo o meu próprio computador, mesmo sem Internet em casa, vou poder me comunicar muito melhor, porque poderei, por exemplo, escrever posts em casa durante a noite e enviá-los no dia seguinte pela rede da Universidade.
Já estando contada essa primeira boa notícia, seria legal fazer um apanhado do que aconteceu desde que postei pela última vez. É claro que foi muita coisa, mas eu vou tentar resumir tudo para caber num único post. Por sinal, pretendo escrever esse post hoje, mas eu só vou enviá-lo amanhã, pois isso vai deixar vocês com gostinho de "quero mais", além de provar que minha frequência "blogueira", enfim, vai melhorar.
Um abração para todos, e até amanhã!!!
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Beto
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15h02
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Oi, pessoal!!! Muito obrigado pelos comentários! É bom saber que tem gente acompanhando minha aventura... :) Mas acho que, se eu mantiver este ritmo de posts, quando estiver voltando para o Brasil, terminarei de contar a primeira semana! huahuahuahua Agora, falando sério, vou tentar melhorar minha "frequência literária".
No último post, para quem não se lembra, tinha terminado de contar minha viagem até Madrid. Cheguei no Aeroporto de Barajas com 11 horas de atraso, e uma de minhas duas malas, justamente a que carregava a maioria das roupas que ia usar no inverno, tinha sido extraviada! Pois bem, após apresentar minha reclamação formal à empresa aérea (Alitalia), saimos da área de retirada de bagagens...
Cruzamos uma porta de vidro escuro, já preparados psicologicamente para encontrar, do outro lado, policiais de Alfândega que iam esquadrinhar nossa vida. Para nossa susrpresa, a tal porta dava para o saguão do Terminal do Aeroporto, onde estávamos "livres para voar" (não sei se essa expressão é a mais apropriada, afinal, por motivos óbvios, já estávamos de saco cheio de aeroporto, avião, vôo, etc.) Fomos a um balcãozinho de informações ao turista, e ali nos explicaram tudo...
Ainda não tinha contado para vocês, mas no Aeroporto de Malpensa (Milão), passamos pela área de trânsito internacional. Havia dois corredores com guichês, um ao lado do outro. Um deles era para atender residentes da UE (União Européia), e estava livre, enquanto o outro era para atender a não-residentes, e estava ocupado. Obviamente, formamos uma fila em frente à passagem de não-residentes, mas o policial de fronteira italiano da passagem dos residentes fez um sinal para que seguissemos até ele. Imaginando que, pela posição da filas, ele tinha confundido a gente com residentes da UE, eu tentei explicar (em inglês) que éramos brasileiros. Antes que eu terminasse, ele deu um grito, bateu na mesa, e fez de novo o sinal para eu seguir, ao qual eu respeitei solenemente. Ele pegou meu passaporte, e deu aquela olhada "analítica" para mim. Eu estava meio assustado com o pequeno chilique que ele acabara de dar, mas tentei disfarçar. Logo depois, carimbou meu passaporte, e me devolveu-lo. Eu perguntei se era tudo, e ele respondeu com a maior naturalidade que sim. Esse deve ter sido meu primeiro grande choque cultural, porque, devido ao berro que o cara deu, eu achei que ele seria até capaz de me prender, enquanto para ele, aquilo foi a coisa mais natural do mundo...
Pois bem, voltando ao Aeroporto de Barajas (Madrid), as atendentes do balcão de informações nos explicaram que, como Itália e Espanha são signatários do acordo Schengen (juntamente com vários outros países da Europa), eles não têm fronteira entre si, ou seja, entrar na Itália (com policial de fronteira gritando e carimbando) valeu como entrada na Espanha. Eu até sabia que o tal acordo Schengen existia, mas não sabia que tudo era tão simples assim, inclusive para estrangeiros.
Felizes de saber que não precisaríamos passar por mais nenhuma situação estressante, passamos ao próximo passo de nossa "aventura": decidir como chegar ao albergue. Estávamos em dúvida sobre ir de metrô (que tem uma estação dentro do Aeroporto) ou táxi, então decidimos perguntar quanto custaria uma corrida de táxi desde o Aeroporto até o nosso destino. Como em todo lugar com movimento de turistas aí no Brasil, no saguão do Aeroporto de Barajas tinha umas caras que logo nos perguntaram se queríamos táxi. Pelo simples fato de nos aproximarmos deles com interesse, eles praticamente tomaram as malas e carrinhos de nossas mãos, e saíram correndo (bem, para que não pareça um assalto, imaginem eles andando muito rápido) pelo saguão do Aeroporto. Ficamos tão surpresos coma aquela atitutde que nossa única reação foi tentar acompanhá-los (digo "tentar" porque eles estavam andando muito rápido). Quando saímos do Terminal, percebemos a eficiência da calefação do Aeroporto: enquanto dentro estava confortável, fora fazia um friozinho macabro acompanhado de um vento cortante. Enfim, nossos "corredores" chegaram ao seu destino: os dois eram taxistas, e enquanto nós nos recuperávamos psicologicamente da surpresa e fisicamente do frio e da correria, e tentávamos decidir qual de nós ia negociar o preço da corrida, eles discutiam acaloradamente sobre como enfiar tantas passageiros (5) e malas (umas 10 ou 12) em tão pouco espaço (2 carros sedã).
Como se não bastassem as surpresas, parou logo atrás da gente um carro com duas pessoas dentro, e soou uma sirene tipo de polícia. O carona desceu e perguntou se a gente era turista. Já mais para assustados do que para surpresos, respondemos que sim, e ele se identificou como policial (mostrou o distintivo, mas estava à paisana). Ele nos perguntou nosso destino, e após respondermos, discutiu um pouco com os taxistas, e nos disse que deveríamos pagar, no máximo, 40 € (esse é o símbolo de euro) pelas duas corridas. O policial voltou para sua "viatura" (que também estava "à paisana", ou seja, parecia um carro de passeio normal) e, logo depois, os taxistas conseguiram finalmente equalizar os problemas de espaço nos carros. Quando já estávammos partindo, todos exprimidinhos dentro dos dois carros, o policial ordenou que eles parassem, e mandou abrir o meu vidro. Ele me deu um papelzinho com um telefone anotado, e disse que se o taxista cobrasse mais do que o determinado por ele, eu deveria ligar para a polícia.
No caminho, minha preocupação era que os dois carros se separassem, já que eu era o único que tinha o telefone da polícia. O taxista disse que o policial estava maluco, que tem que pagar o que tiver no taxímetro, e que se eu quisesse, poderia ligar do próprio celular dele para a polícia. Eu prefiri ignorá-lo, e prestar atenção no caminho para ver se ele não passava pelo mesmo lugar duas vezes... Uns 10 minutos depois, descobri com quem os nossos "hermanos" argentinos, paraguaios, etc. aprenderam a ser tão malandros: com os taxistas madrilenhos! Num dos sinais vermelhos, eles começaram a conversar, fazendo todo um teatrinho de que não sabiam onde era a nossa Rua de destino (a qual está numa região super super super cêntrica de Madrid). Pararam logo a frente, pegaram seus mapinhas da cidade, e começaram a procurar a Rua, com o taxímetro cobrando! Eu tentei ajudar para ver se ia mais rápido, mas o malandro ignorou minha ajuda. Quase 5 min. depois, eles "acharam" o endereço e combinaram o caminho. Quando enfim chegamos na esquina da Rua, os taxímetros juntos marcavam 36 €, mas eles começaram a falar em adicional de bagagem, de Aeroporto, de expremer muita gente, de frio, etc. e nos cobraram 50 €. Nós decidimos pagar os 50 € mesmo, porque achamos que, em plena 1h00 da madrugada, com um frio de -4º C, não valeria a pena ligar para a polícia por causa de 10 € (2 € para cada pessoa, já que íamos dividir por 5).
A Rua começava na tal esquina onde nos deixaram, e começamos a andar com nosso montão de malas em busca de nosso destino, o nº 6 da Rua (enfim, alguma coisa fácil). Começamos a nos preocupar quando já tínhamos andando 30 seg. e nada de aparecer o nº 6, mas chegamos lá em seguida. A distância (para nós) incomum desde a esquina até o prédio nº 6 se deve ao fato de que, em Madrid, os prédios não saltam números, ou seja, toda Rua tem número 1, 3, 5, ... de um lado, e 2, 4, 6, ... do outro. Eu já tinha lido na Internet que o prédio do albergue era um antigo palacete que foi modernizado, mas só entendi a dimesão disso quando vi sua porta. Ela é de madeira, grande e pesada, bem no estilo "século retrasado", mas a seu lado há um placa metálica com o símbolo "moderninho" do albergue, o qual ainda nem completou um ano desde sua abertura. Na verdade, essa união entre o antigo e o moderno simboliza não apenas a arquitetura do albergue, mas sim algo muito maior, o próprio espírito da cidade de Madrid!
Hoje vou parando por aqui, mas volto em breve para contar mais um pouco sobre esta cidade encantadora...
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Beto
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11h06
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(continuação do post anterior...)
Na hora de entrar no aviao, o vôo (que ia do Galeao-RJ até Guarulhos-SP) atrasou um pouquinho. A ansiedade foi a mil... Quando enfim entramos, percebi que fiquei numa posiçao engraçada: à minha esquerda, um casal de italianos, cujo diálogo nao entendi quase nada, mas deu para perceber que tavam putos da vida e reclamando de algo; e à minha direita a Gisele (uma das meninas da PUC que veio aqui para Madrid), que muito tempo antes já havia dito que nunca tinha voado, e que estava receosa. Eu comecei a bater papo com ela, para distraí-la, e logo depois o aviao decolou. Durante o vôo, eu também nao parei de falar com ela... Mesmo assim, ela disse que sentiu um friozinho na barriga durante a decolagem, e que durante o vôo todo, estava ansiosa para aquele negócio pousar logo!
Quando chegamos em Guarulhos, a triste notícia: devido a uma nevasca em Milao, nosso vôo atrasaria. Nao amigos, eu nao estou louco, a nevasca realmente foi em Milao, e nao em Madrid! É que compramos passagens da Alitalia, as mais baratas que haviam, e o vôo seria Rio - Sao Paulo - Milao - Madrid. Assim, lá estávamos nós em Guarulhos às 13h00, e nosso vôo que deveria partir às 17h10, foi reprogramado para 20h20. Começou aí a velha história do barato que saiu caro (me refiro à Alitalia).
Como se nao bastasse terem atrasado o vôo em 3 horas, pediram para a gente embarcar às 18h05, e ficamos numa salinha de espera (com pouquíssimas cadeiras) por 2 horas, esperando o efetivo embarque na aeronave... Ah, eu esqueci de contar que o funcionário da Alitalia com quem fiz o check-in em Sao Paulo me perguntou se eu tinha alguma preferência por localizaçao no aviao, e eu disse que tanto fazia. Eis que nós 5 (que fomos juntos) ficamos mais ou menos espalhados pelo aviao, e eu tive a "sorte" de sentar lá na frente da classe econômica, juntinho da 1a. É aí também que colocam as pessoas que viajam com crianças de colo, e sabendo desse fato já dá para imaginar o chororô que eu tive que aguentar durante a decolagem. Depois da decolagem, todas as crianças se acalmaram, com exceçao de uma garotinha (bem pertinho de mim) que levou umas 2 horas para se acalmar e dormir um pouco. Crianças pequenas sao lindas, desde que nao estejam chorando...
O aviao era razoavelmente confortavel. Era um Boeing 777, que tem telinhas LCD individuais e headfones para assitirmos filmes recentes, ouvirmos musica, jogarmos joguinhos, ou ver a localizacao atual do aviao... Tudo isso MUITO maneiro! Teve o jantar, com as opcoes peixe ou carne, e prefiri pedir a peixe, pois já tinham me dito que as carnes da Europa em geral sao ruins, enquanto os peixes sao legais. Acho que acertei, porque gostei bastante do peixinho, e quem comeu carne (esqueci de dar a dica para o pessoal nao comer carne) disse que, digamos, nao tava muito legal... Os comissários de bordo eram todos italianos, de forma que só falavam italiano ou inglês (muito mal). Quando alguém falava com eles em italiano, eles atendiam super bem, mas quando falava inglês, ou tentava inultilmente falar português, eles praticamente te ignoravam. Ao meu lado, tinha um brasileiro do interior de Sao Paulo, que vinha visitar uma prima que mora aqui em Madrid. Ele nunca tinha voado, e também nao sabia nada de inglês, entao eu tive que dar uma ajudinha para ele na comunicacao para, por exemplo, achar o banheiro. Dica para os que pretendem fazer viagens internacioais: é essencial falar pelo menos um pouco de inglês, mesmo nos casos em que os comissários de bordo o falem mal!
Durante o "jantar" fiquei um pouco bolado, porque enquanto eu comia com pratinho e garfinho de plástico, dava para ouvir o barulho dos talheres de prata batendo na porcelana dos pratos da 1a classe. Mas aí eu lembrei que paguei MUITO mais barato, e isso me deixou BEM mais conformado... :) Depois de comer, eu fui assitir "Rei Arthur", dublado em espanhol, para já ir treinando o ouvido. Consegui dormir umas 6 horas ao total, picadinhas em pequenos pedaços, com a devida contribuiçao daquela menininha que de vez em quando acordava chorando. Chegamos em Milao por volta das 11h00 (hora de Milao e Madrid, que vou passar a usar a partir de agora), e pela primeira vez senti um pouco do frio europeu. Felizmente vim bem preparado para ele, de forma que nao tive nenhuma recaída com resfriado ou coisa do tipo.
Originalmente nosso vôo iria chegar lá pelas 7h00, e partiríamos para Madrid por volta das 10h00. Porém, por conta do atraso da partida de Sao Paulo, fomos recolocados num vôo que partia às 15h00. Entao, ficamos 4 horas esperando no aeroporto de Malpensa, em Milao. Quando embarcamos no aviao, o comandante avisou que a aeronave tinha um problema, e que levariam uns 45 min. para concertar... Depois de 1 hora esperando no aviao, que nem palhacos, ele diz que sera impossivel decolar, e que devíamos desembarcar. Muita sacanagem! Pelo menos, durante essa 1 hora, conheci outra brasileira que vinha para Madrid, a turismo por uma semana, e um romeno, que vive e trabalha aqui em Madrid.
Quando desembarcamos (umas 16h00), nos disseram que iam continuar tentando consertar o aviao até as 17h00, que foi quando enfim abriram o jogo, e disseram que teríamos que ser realocados num vôo que partia às 21h00. Isso foi MUITO revoltante, porque já estávamos em Milao desde as 11h00, e nossa viagem tinha começado no Rio às 11h00 do dia anterior!!! Mas enfim, embarcamos nesse vôo das 21h00, já com ÓDIO da Alitalia! O pessoal de bordo era mais simpático que o do 777, mas nos serviram um sanduíche estranho com beringela, o que nos deixou mais bolados ainda!
No fim das contas, chegamos em Madrid as 23h00, quando a previsao original era 12h00. Pelo menos, estávamos aliviados, pois a "Odisséia" havia se concluído... Ledo engano!!! Quando fui pegar minha malas, uma delas nao apareceu. Eu fiquei lá, que nem um idiota, olhando a esteira dar voltas e voltas, e nada da minha mala. Quando ela parou, eu fui fazer minha queixa no balcao da Alitalia, e fui embora para o albergue onde tínhamos reservas, porque se continuasse ali no Aeroporto de Barajas (Madrid), eu ia acabar matando um funcionário da Alitalia (brincadeirinha...)
Bem, essa é a história da viagem propriamente dita. Foram uns primeiros 10.000 km duríssimos, como vocês podem constatar! Outro dia, continuo contando o que tem rolado aqui...
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Beto
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16h03
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Primeiras notícias
Oi pessoal! Enfim, um mês depois de ter partido, eu estou aqui para lhes dar notícias sobre minha viagem.
Na verdade, é muito complicado escrever sobre o que se passou em um mês da minha vida, mas eu vou tentar fazer um apanhado geral. Como eu acredito que será muita coisa, vou começar a escrever hoje, mas é bem provável que levem vários dias para que as notícias estejam "up to date"...
Tive que ficar preparando coisas para essa viagem por várias semanas, mas acho que sua história começa com o primeiro dia de viagem. Ao total, nós somos 6 brasileiros, alunos da PUC (de diferentes cursos), que viemos aqui para Madrid. Porém, apenas 5 de nós viemos juntos para cá, saindo do Rio no dia 26 de Janeiro de 2005 (como já havia dito, há 1 mês atrás).
Uma das coisas estressantes em relaçao (nao reparem na falta dos "tils", porque ainda nao consegui encontrá-los nos teclados espanhóis...) a esta viagem voi a obtençao do visto. Graças a alguns atrasos de documentaçao, tivemos que buscar nossos vistos no Consulado Espanhol (que fica na Torre do Rio Sul) no dia da viagem. Isso é um pouco desesperador, se você considerar que a hora marcada para pegar o visto foi 8h30, e que o vôo partia às 11h10! No entanto, tinha um funcionária muito legal do Consulado, que nos ajudou a tudo acontecer mais rápido do que a burocracia habitual, de forma que às 8h20 já tínhamos nosso visto (valeu, Marta!!!).
Estavam no aeroporto do Galeao minha mae, meu pai e minha namorada fofinha! :) Confesso que a despedida foi, para mim, um momento até alegre. Acredito que hajam 2 motivos para isso: (1) eu estava deslumbrado de ir para Europa; e (2) tudo saiu conforme o "imaginado" no Aeroporto. Eu levei um presente surpresa para a Aninha (para quem nao sabe, minha namorada), e ela adorou! Acredito que isso tenha lhe ajudado a ficar de bom humor, mesmo sabendo que nao nos veríamos por alguns meses... :/ Na hora do embarque, minha mae e a Aninha ficaram de longe, e meu pai foi até o mais perto possível. Tadinho, ele começou a chorar, e apesar de isso já ser previsto, eu fiquei com peninha dele... (CONTINUA NO PRÓXIMO POST)
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Beto
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16h02
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